Em 1990, a organização social norte-americana American Cancer Society criou o primeiro programa de Navegação de Pacientes no Harlem Hospital Center, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, com a missão de reduzir desigualdades para pessoas negras, de baixa renda e com câncer.

À época, estudos evidenciaram que comunidades de baixa renda enfrentam barreiras significativas quando buscam diagnóstico e tratamento do câncer e que pessoas em situação social vulnerável são quase sempre diagnosticadas tardiamente, sentem mais dor e, por isso, sofrem mais.

Hoje, quase três décadas depois, mais de 700 programas já foram criados e 140 postos de atendimentos estão espalhados pelos Estados Unidos, pelo México e pela Índia. No Brasil, o programa já foi desenvolvido nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza.

 

IDEIA

A ideia central é investir e capacitar em profissionais não médicos (preferencialmente, assistente social e enfermeiro) para atuarem como navegadores clínicos, guiando e ajudando pacientes, familiares e cuidadores a navegar pelos labirintos do sistema de saúde hospitalar e comunitário.

O projeto propõe fornecer auxílio gratuito a pacientes com câncer usuários do Sistema Único de Saúde durante todo o processo da doença, desde o diagnóstico e ao longo do tratamento, e reduzir as inúmeras barreiras impostas cotidianamente aos pacientes e familiares em situação social vulnerável.

Com o apoio financeiro da Roche e a parceria da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, a Associação dos Amigos da Oncologia – AMO começa a desenvolver, de forma inédita e pioneira em Aracaju/Sergipe, semelhante modelo de entrega de serviços de saúde focado no paciente com câncer, tendo como cenário de atuação o Hospital de Cirurgia e todo seu entorno.

 

OBJETIVOS

Remover barreiras rapidamente;

Reduzir desigualdades no sistema de saúde;

Fornecer informação de qualidade em tempo hábil;

Resolver os problemas dos pacientes de forma colaborativa;

Aumentar o acesso aos recursos disponíveis;

Descobrir as potencialidades locais e regionais;

Promover tomada de decisão consciente;

Utilizar os recursos da instituição e da comunidade;

Complementar os serviços de apoio;

Facilitar o processo de vivência do câncer;

Melhorar a qualidade de vida dos pacientes;

 

METODOLOGIA PRÓPRIA

Com uma metodologia própria e específica, os navegadores estão capacitados para identificar as necessidades concretas dos pacientes e de seus cuidadores e resolver os problemas mais práticos.

Ouvem, analisam, dialogam, acompanham, encorajam, descrevem, documentam, fazem contatos, partilham responsabilidades e definem metas com os pacientes. Atuam, portanto, como uma ponte de ligação entre o paciente, o estabelecimento de saúde e os recursos da comunidade.

 

AÇÃO

Ao remover barreiras concretas, seja na dificuldade da compreensão do que dizem os médicos, seja no diálogo com familiares, no medo de perder o sustento, das mudanças corporais e da morte, os navegadores auxiliarão os pacientes nas diferentes etapas do processo dentro do Hospital de Cirurgia e na comunidade.

Com este serviço, os pacientes serão guiados e ajudados durante todo o tratamento da doença. Ou seja, cada paciente terá um navegador que irá informá-lo onde ir, quando ir, como ir e por que ir, reduzindo assim a burocracia, a falta de conhecimento e o peso da doença.

 

NAVEGANDO EM ÁGUAS DIFÍCEIS

Por meio de entrevistas, contatos frequentes, de acompanhamento durante o tratamento, participação em consultas médicas, o navegador clínico seguirá o paciente com câncer em todas as suas etapas.

Para ser navegado pelo projeto, o paciente com câncer deve ser usuário do Sistema Único de Saúde – SUS, estar com diagnóstico ou em tratamento no Hospital de Cirurgia, apresentar baixa renda e condição de vulnerabilidade social.

 

ATORES ENVOLVIDOS

Realização: Associação dos Amigos da Oncologia – AMO

Patrocínio: Roche

Parceria: Hospital de Cirurgia

 

 EXPEDIENTE

*Consultoria de Adriana Pevarello Bacci – ex-coordenadora no Brasil do programa “Brazil Breast Cancer Action” da American Cancer Society e Fellow do Governo Americano para Processos Legislativos, Políticas Públicas e Organização da Sociedade Civil para Pessoas com Câncer

*Coordenação do projeto – Jeimy Remir, assessor de comunicação e jornalista (DRT 1787-SE)

*Navegadoras clínicas – as assistentes sociais Gissandra Santos (CRESS 2287) e Nívia Oliveira (CRESS 3593)

 

Horário de Funcionamento do Projeto: De segunda a sexta, de 8h às 12h



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